Gente, que preguiçosa que eu tava..fiquei vários dias me enrolando pra escrever sobre a segunda parte da nossa viagem..aliás, a parte mais gastronomicamente deliciosa.
Então...Depois de Genebra fomos pra Chamonix, uma cidade em MontBlanc, na França. MontBlanc é lindo, é um conjunto de montanhas que faz fronteira com a França, Suíça e Itália. Os esquiadores mais experientes podem se aventurar por todas as montanhas, indo de um lado pro outro só pelos teleféricos...que inveja..se eu fosse tentar esquiar teria que ficar numa montanhazinha de meia tigela..heheh..até perdi a vontade e desisti. Preferi me aventurar pelos restaurantes.
No mesmo dia que chegamos comemos um founde de queijo MARAVILHOSO, mega tradicional..delícia. Depois um mousse de cholocate gigante...
Em Annecy, não foi diferente. A cidade é um amor, com uma parte bem antiga..um charme. Tem um canal no meio e ao redor desse canal, vários restaurantes com menus tentadores. Todos com o que eles chamam de "formules", ou seja: entrada+principal+sobremesa por um precinho camarada. E aí eles tem " formules de 19,00 euros, de 22,00 euros e por aí vai..a nossa (minha) diversão era andar de um lado pro outro, olhando todos os cardápios antes de decidirmos onde iríamos comer. Annecy é na França, mas como fica muito perto da Suíça os pratos típicos deste país são predominantes. Foi lá que comemos raclette.
"A raclette (no feminino) é um prato típico, à base do queijo homônimo. Na sua preparação, o queijo é aquecido e raspado sobre os pratos dos comensais. O termo deriva do francês racler, que significa raspar. Vários acompanhamentos podem ser utilizados, como por exemplo a batata inglesa, o pickles e embutidos como presunto cru, lombo defumado, salame, copa, etc."
Na verdade o Adriano que pediu a raclette. Eu pedi a tartiflette, que é um prato não menos delicioso, de origem francesa, que é feito com batatas, queijo, bacon e creme...mega calórico, eu sei, mas como vocês sabem fazia parte da minha experiência gastronômica..tudo em prol do conhecimento, hehehe.
Nossa última parada, Lyon, como já escrevi antes, foi o lugar pelo qual me apaixonei. Lá comemos comida muito boa, muito típica mesmo. Comi steak au poivre, macaron, tart au praline, sopa de cebola com pão e queijo gruyere, profiteroles..e tudo estava uma delícia. Mas um prato teve destaque: Quenelles de brochet. As quenelles de brochet são um prato típico dos Bouchons de Lyon. Os "bouchons", por sua vez, são restaurantes que servem uma comida tradicional da cidade. São o avesso da alta-gastronomia e procuram criar um ambiente aconchegante e uma relação mais próximas entre as pessoas que o frequentam e o dono. Talvez se equivalem ao que os italianos chamam de "cantina".
Antes de viajar, o meu chefe (que morou muitos anos na França) disse que se eu fosse a Lyon deveria ir a um Bouchon e provar as "quenelles". Claro que eu não ia perder a oportunidade de provar uma das comida mais típicas dessa cidade que é o berço da gastronomia francesa. Então, na noite do dia 31 de dezembro saímos em busca das quenelles. Encontrei-as em quase todos os menus dos bouchons, ao lado das salsichas e sopa de cebola. Por fim, escolhemos um dos restaurantes e o jantar foi maravilhoso. As quenelles de brochet são feitas com uma massa cremosa de peixe (brochet), creme, farinha e ovos. Elas são moldadas no formato de quenelles e cozidas numa panela com água (poached). Depois se faz um molho com caldo de caranguejo ou lagosta e se coloca no forno para gratinar.
Olha, não vou dizer que amei as quenelles...achei gostoso, nada de muito espetacular. Mas amei ter tido a oportunidade de me aproximar um pouco mais das origens daquilo que amo tanto.
Agora, estou de volta ao trabalho e alguns desafios me esperam pela frente. Hoje mesmo tenho que parar pra pensar em alguns menus para eventos que teremos em fevereiro. Mas são desafios bons, coisas que me motivam cada vez mais!
